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  • Lucia Teixeira

Novo exame para câncer de próstata traz vantagem para médicos e pacientes e reduz em 30% o número de


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Em entrevista ao canal BandNews, o Dr. Adagmar Andriolo, médico patologista clínico, chefe da disciplina de Medicina Laboratorial da Escola Paulista de Medicina – UNIFESP, falou sobre as vantagens do novo teste para detecção do câncer de próstata: o índice de saúde da próstata – phi. O exame traz vantagens em relação ao diagnóstico por ser mais específico que o PSA e por reduzir em 30% o número de biópsias desnecessárias.

Existe uma faixa cinzenta no valor do PSA, que vai de 4 a 10, em que o médico fica na dúvida se o paciente vai precisar de uma biópsia para esclarecer o caso. “Até há pouco tempo, nós não tínhamos nenhum outro exame para ajudar nesse diagnóstico. Mas com o índice de saúde da próstata – phi, nós conseguimos informações melhores para saber se aquele indivíduo vai se beneficiar de uma biópsia ou não”, afirma o patologista. Além disso, o novo teste fornece uma informação primordial para que o médico trace com muito mais assertividade o tratamento de um paciente, onde o câncer foi confirmado. “A gente sabe que alguns cânceres de próstata são muito lentos, outros são muito agressivos. O PSA não dá a informação de qual o tipo de câncer está presente. Já o índice de saúde da próstata – phi, sim. Ele acrescenta essa informação e ajuda o médico a pensar qual será o tratamento daquele paciente”, afirma o Dr. Adagmar Andriolo.

É importante lembrar que outras doenças também podem alterar o valor do PSA, como a infecção da glândula e traumas. “Até a bicicleta ergométrica da academia pode provocar um trauma na próstata e alterar o nível do PSA. Por isso, a assertividade desse exame acaba sendo limitada”, explica.

Segundo o INCA, são 61 mil diagnósticos por ano e 13 mil mortes. O número é alarmante: a cada duas horas, três brasileiros morrem de câncer de próstata. É o segundo tipo de câncer que mais mata homens no Brasil, atrás apenas do câncer de pele. Como é uma doença muito relacionada à idade, e a população está envelhecendo mais, a incidência da patologia tende a aumentar no país. O acompanhamento médico é indicado para homens acima de 50 anos, e a partir dos 40 para os que têm histórico de doença na família.

De acordo com o Dr. Adagmar Andriolo, o phi traz vantagem para médicos e pacientes, por isso é importante que haja uma pressão da comunidade médica e da população para que esse exame passe a ser oferecido nos planos de saúde e na rede pública.

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