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  • Lucia Teixeira

EXAME PODE DETERMINAR AGRESSIVIDADE DO CÂNCER DE PRÓSTATA


O câncer de próstata é o segundo mais comum no Brasil entre os homens; perde apenas para o de pele. São mais de 60 mil novos casos por ano. O phi – índice de saúde da próstata – ajuda a complementar os já famosos PSA livre e PSA total e dá mais informações ao médico sobre os processos que estão acontecendo na próstata do paciente.

Isso porque o PSA elevado pode estar relacionado a outros processos, como inflamação e trauma, e não necessariamente a um tumor. “Até então, para descobrirmos se a alteração no teste era de fato um câncer, o paciente era submetido a uma biópsia. Um processo invasivo e que traz riscos”, explica o Dr. Adagmar Andriolo, patologista da Unifesp. “Hoje, com o phi, conseguimos ter algumas informações mais precisas se aquele processo pode ser um câncer e se a biópsia é recomendada”.

De acordo com estudos internacionais, o índice de saúde da próstata reduz em 30% as biópsias desnecessárias. “Por isso, a importância de se acrescentar mais um parâmetro na hora de diagnosticar o paciente com suspeita da doença”, afirma o patologista. “ E trata-se de um simples exame de sangue”, complementa.

Vale lembrar que, ao contrário do PSA, o phi é um marcador específico para o câncer. Ele é indicado principalmente para homens que têm um PSA entre 2 e 10 ng/ml e toque retal normal. “O novo exame ainda é capaz de dizer o grau de agressividade da doença. Isso ajuda o médico a determinar o melhor tratamento”, afirma o Dr. Adagmar. “Lembrando que mais de 95% dos tumores de próstata são curáveis, desde que diagnosticados precocemente”.


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