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  • Lucia Teixeira

4 COISAS QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE O CÂNCER DE PRÓSTATA


Se a ocorrência de alguns tipos de câncer vem registrando queda, como o de estômago e fígado, a de outros só aumenta... É o que acontece com o de próstata, a doença que mais acomete a população masculina. No Brasil, trata-se do segundo câncer com maior incidência. E não é só a frequência que é alta, mas a mortalidade também. Segundo a Organização Mundial da Saúde, até 2030 serão 27 milhões de novos casos, 17 milhões de mortes e 75 milhões de pessoas vivendo com a enfermidade. Por isso, o Dr. Adagmar Andriolo, patologista clínico da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, levantou algumas informações que todo mundo deveria saber sobre a doença. Confira!

1ª) A incidência do câncer de próstata aumenta após os 50 anos de idade. Como regra geral, podemos dizer que a doença guarda uma certa relação com o envelhecimento, sim. Ou seja, as chances de desenvolver a enfermidade são de 50% na faixa dos 50 anos de idade, cerca de 70% aos 70 anos e assim por diante.

2ª) O exame de toque retal continua sendo fundamental para a detecção da doença, apesar dos avanços na ciência. O exame ainda é, não só no Brasil, mas também no mundo todo, considerado fundamental. Ele deve ser realizado anualmente a partir dos 50 anos. Já quem tem histórico na família deve procurar um urologista um pouco antes, aos 45 anos.

3ª) O PSA alterado não indica câncer de próstata. No Brasil, além do toque retal, o exame comumente usado para detectar a doença é a dosagem do PSA (antígeno prostático específico), enzima naturalmente produzida pela glândula. No entanto, alterações na concentração desse antígeno podem estar associadas a outras enfermidades, como inflamação e infecção da próstata. Por isso, muitos homens acabam submetidos, inclusive, a biópsias sem necessidade. Uma forma de evitar isso é através do phi, índice de saúde da próstata. O exame faz uma relação entre o PSA livre, o PSA total e uma isoforma do PSA, o p2PSA, garantindo uma maior precisão sobre a condição do paciente e evitando até 30% de biópsias desnecessárias. Assim como o PSA, o phi é também um simples exame de sangue. Além de ser mais preciso na detecção do câncer de próstata, ele ainda é capaz de dizer o grau de agressividade da doença.

4ª) O tamanho do dedo indicador pode revelar o risco de câncer de próstata. Quando ele é mais longo do que o anelar, o homem tem 33% menos de chance de desenvolver a doença. Essa associação é feita porque o tamanho do dedo indicador está inversamente relacionado à exposição de testosterona intra-útero. E níveis mais baixos de testosterona antes do nascimento protegem, segundo estudos, contra o câncer de próstata.


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